O direito à redundância

O pensamento estruturalista, entranhado nas mentes de todos nós, tem algum problema com a redundância (acho que é por isso que na França alguns lacanianos tiveram posições tão estúpidas e preconceituosas em relação casamento gay).

Ontem fui almoçar no shopping e pedi minha habitual bebida gasosa de limão. Aquela soda aguada (desnecessário fazer marketing). Como sempre, pedi com gelo e limão. A moça trouxe os copos com gelo. Reclamei, claro, e ela disse: “mas quer mais limão?”. Sim, quero, ué. Depois veio o limão, trazido por uma cara azeda.

Hoje, no meu restaurante baratão de sempre, pedimos a soda aguada de novo. Dois copos com limão e gelo.

Adivinhou, né? Vieram os copos e os gelos. Nada de limão. Como havia uma certa pressa, nem deu para reclamar.

Que diabos, porque não me dão o direito à redundância? Acho que vou ter que fazer um texto mito-prático e espalhar a crença que o limão e a soda gasosa são de naturezas diferentes, apesar do limão. Apostar na oposição natural/artificial, talvez. Quem sabe fica mais fácil ser redundante.

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