Antropologia Pública (atualizado)

Alguns ventos da mudança que o webespaço produz na produção do conhecimento acadêmico:

A American Anthropologist , uma das mais importantes revistas de antropologia no mundo, acaba de lançar seu último número. O número traz uma novidade: há uma nova sessão que discute a “antropologia pública”. Os textos da dessa sessão levam os seguintes títulos:

  1. Blogging Anthropology: Savage Minds, Zero Anthropology, and AAA Blogs
    1. David H. Price
  2. Anthropologist as Prognosticator: Gillian Tett and the Credit Derivatives Market
    1. Michael G. Powell
  3. Human Rights on the Border
    1. Ruth Gomberg-Muñoz
  4. Archaeology and the Problem of the Public
    1. Chip Colwell-Chanthaphonh
  5. Sidewalk Radio: Anthropology as Resource to Promote Health, Labor Rights, and Visual Media (http://www.sidewalkradio.net)
    1. Jim Igoe
  6. Ethnography for the Digital Age: http://www.YouTube/ Digital Ethnography (Michael Wesch)
    1. Alaka Wali

Pelo menos dois dos textos tratam diretamente da bloguesfera em antropologia, comentando os principais blogs americanos em antropologia (o savage mind e o zero anthropology). Outros experimentos digitais também entram em pauta como o “digital ethnography”. (para um clipping desses e outras fontes de informação digital em antropologia, montei um netvibes em http://www.netvibes.com/antropologia ).

Interessante notar que os editores da sessão afirmam que “a inauguração dessa sessão marca um importante passo na transformação da antropologia”. Mas o processo parece mais uma indução que a constatação de uma mudança (lembrem que o American Anthropologist é uma revista da associação americana de antropologia).

Há um mundo acontecendo on-line, ainda muito distante do mundo de papel das revistas – e a disciplina ainda é bastante conservadora em relação à era digital. Daí os caras colocam na revista de papel uma sessão que informa o que acontece no mundo digital, tipo para alertar os mais refratários que há coisas acontecendo por aí que não passam pelas formas tradicionais de produção de conhecimento (bom, agora passam).

Parece uma tentativa muito “boa para pensar” sobre como induzir à disciplina a levar a sério a existência de uma antropologia pública que acontece sem mediação de editoras, departamentos, associações e quetais.

Para acessar a revista, é preciso estar usando um IP de alguma federal que assine a base de periódicos capes (aqui na federal de São Carlos temos o privilégio de assinar o anthrosource, que dá acesso direto às revistas da associação americana de antropologia, graças ao Jorge).

Mas encontre links para acesso livre direto na editora!

editorial da sessão

resenhas da web

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