Cotas, a direita e a esquerda

O chihuahua anão é amplamente favorável às cotas raciais para estudantes negros. Pessoalmente até tive a oportunidade de realmente votar a favor dessa política na UFSCar (na época participava de um órgão deliberativo). Mesmo que minimamente, participei dessa história efetivamente. Foram reuniões muito tensas e outra hora conto essa história.

Reconheço que haja pessoas bem-intencionadas e de bom coração que sejam contrários a essa política, mas, na boa, sempre o são por razões muito estúpidas. Pessoas de esquerda, então, que são contra as políticas de cotas, me assustam na sua incapacidade de ver criticamente os processos sociais. São ingênuos, por um lado, ou – é triste dizer – racistas inconscientes por outro.

Que a direita seja contrária às políticas de cotas é meio óbvio. Os caras são conservadores porque querem, basicamente, conservar. E você sabe, reserva de cotas retira vagas dos filhos dos caras, então eles vão ser contra mesmo. Políticas de cotas distribuem oportunidades de vida, mas para fazer isso retiram de outros a mesma oportunidade (no caso, de brancos). As falas entorpecidas do Demóstenes, ou a posição reacionária do Magnoli (que chegou a criticar o historiados Luis Felipe de Alencastro de imprecisão historiográfica num artigo na folha de hoje … a que ponto chegamos: um intelectual (?) genérico como o Magnoli se pretendendo mais historiador que o Alencastro.) são manifestações da vontade da direita de conservar e continuar a ser preconceituosa.

Uns otários aí acreditam nos “bons argumentos” para ser contra as cotas. Um deles é ventilado por muito colegas antropólogos: dizem que nosso sistema social não é racializado e a inserção das cotas vai produzir a racialização e transformar o Brasil em algo próximo aos EUA.

Ah, então tá. Tem uns carinhas aí achando que isso é ciência social, mas é futurologia tipo a dos astrólogos. Quem pode prever o que vai acontecer? Mas a estupidez maior desse argumento é ser profundamente anti-antropológico: tipo, os caras fazem uma política num pais profundamente dividido racialmente (nos eua) e depois disso o país continua, bem, profundamente dividido racialmente (só que uns negros lá agora ganham um espaço econômico). Então se a gente fizer aqui, num país que não é tão dividido racialmente (coisa na qual não acredito) uma política de cotas, o que vai acontecer? Ora, claro, vai transformar o país num lugar racialmente dividido. Que tipo de lógica é essa? Quem falou que uma política de cotas pode causar a transformação numa tradição cultural do país e transformá-lo num grande EUA? Que tolice. Nada indica que aplicar uma política significa americanizar. Que baboseira.

Agora, então nosso país não é dividido racialmente? Porque diabos o crescimento econômico não acaba com a discrepância de rendimentos entre brancos e negros? Pra mim, o Brasil é uma grande ação afirmativa para brancos e ninguém reclama disso, se for branco. Os caras de esquerda que acham que basta resolver o fosso entre as classes para resolver o problema racial são toscos e cegos: olhem as estatísticas e parem de brigar com os fatos. O fosso entre brancos e negros não se resolve com políticas sociais genéricas. Têm que ser específicas, para atingir uma população em situação de desvantagem estrutural.

Outro argumento, menos estrutural e mais capicioso é de que vamos apenas criar uma pequena elite negra, como nos EUA. Sei lá se isso aconteceu nos EUA, mas aqui isso não vai rolar. Porque todas as políticas de cotas aqui no Brasil são primeiramente sociais. Reserva-se vagas para uma porcentagem de pessoas pobres (ensino médio público), e dessa porcentagem uma parte é reservada aos negros. Então não se criará elites, a política é sempre distributiva. Se o cara negro estudo e ficou rico, seus filhos não poderão acessar as cotas (terão estudado em colégios particulares). A política só atinge negro e pobre.

E sim, as políticas são pensadas como transitórias, enquanto o tal fosso existir.

Claro que essas mesmas políticas estão sujeitas a inúmeras tolices, como é o caso dos tribunais de cor que se instalaram em alguns lugares (para decidir se fulano é negro ou não). Não há outra forma de lidar com a classificação que não seja a auto-declaração. As pessoas têm que aceitar isso e admitir que isso dá margem à fraude. Paciência, é um preço que deve se pagar.

Claro que a pressão social é horrível se um cara que é branco, mas mente que é negro, decide fazer uma graduação com base no truque. Isso vai marcar o cara para sempre. Imaginem um entrevista de emprego: “você foi aluno cotista?” e o cara é branco pra caramba. Não vai rolar o emprego.

Mas uns manés aí insistiram em criar tribunais de autenticidade que são coisas desvairadas. Houve o caso de uma aluna aqui na UFSCar que chegou a apresentar um laudo de uma dermatologista para provar que era negra. O tribunal suspeitou dela. E o tribunal, da forma mais idiota, exigia algum documento que comprovasse a negritude, sendo que o edital falava apenas em auto-identificação.

Basicamente, lutando contra os erros na sua execução, a política de cotas é absolutamente fundamental para termos um pouco mais de justiça social nesse país. Lembro-me porém, de uma ex-colega de um departamento no qual trabalhei. Ela era de esquerda e, quando começou a discussão sobre cotas me disse: “mas justo agora que minha filha vai prestar vestibular?”. Você vê, não é só a direita que é conservadora.

E sobre como o racismo é incrivelmente insidioso no país, exibo a revoltante imagem que alguns alunos escolheram para uma festa aqui na ufscar. Depois os caras pediram desculpas públicas, alegando que não tinham intenções preconceituosas – e no fundo o problema era esse, o do racismo inconsciente, pois os caras nem perceberam que estavam sendo racistas.

Cartaz para uma festa de alunos na UFSCar (dados de identificação foram apagados, obviamente. Atentem para a data: 13 de maio, dia da "libertação dos escravos")
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13 comentários em “Cotas, a direita e a esquerda

  1. Mas vc não acha que a utilização do ensino público como critério, ao invés da declaração da raça pelo candidato não produziria o mesmo efeito compensatório? Comecei pela pergunta pq não vejo o que discutir na sua crítica aos que são contrários às cotas raciais, concordo com seus argumentos. Acredito que a utilização do ensino público como critério evita os problemas que a auto declaração da cor acaba colocando, os quais, aliás, servem de pretexto aos profissionais do jornalismo de esgoto que na última semana arreagaçaram as mangas!

    1. Chico, acho que se ficarmos apenas com cotas para pobres (ensino médio público) vamos atingir uma maioria de brancos pobres. E o fosso continua, se não direcionarmos a atenção para os mais excluídos entre os excluídos. POrtanto, não basta cota para pobre, é preciso que uma parte delas seja destinada aos negros.

  2. Concordando que a raça é um efetivo critério de classificação social no Brasil, que essa racialização é tremendamente excludente e que,finalmente, a auto declaração acaba sendo o único recurso para estabelecer esse recorte, apesar das dificuldades provenientes de sua aplicação(vide os “tribunais de autenticidade” mencionados), pergunto: o uso do estudo em escola pública como critério para política de inclusão social não resolveria a questão das cotas nas universidades?

  3. Pô, vou levar na brincadeira para não encrespar tema tão encrespado, mas é curioso ver uma argumentação que denuncia a possibilidade de haver um futuro de certo tipo para, parágrafos depois, bem, fazer exatamente isso – prever o futuro.
    E, no mais, acho que você não entendeu o bom argumento contra as cotas raciais, que não é o do futuro choque racial, mas o do apagamento dos mestiços, o da trapaça estatística, o da oposição entre brancos pobres e negros pobres e, entre outras coisas, à esquerda, a instituição da política identitária em vez do que é, afinal, o coração da esquerda: políticas universalistas.
    Isso para não falar em certa cegueira sobre o discurso e o objetivo político original das cotas como as querem certo movimento negro.
    Mas não faz mal. As cotas já ganharam. A fase que se abre agora é o de ampliação desta política, em detrimento de políticas sérias estruturais, para levar isso para concursos públicos, distribuição de bolsas de estudos e pesquisas etc. etc.

    1. 1) argumento capcioso: dizer que as cotas são distributivas por conta da sua estrutura não é fazer a futurologia desvairada do caos racial.
      2) entendo sim, nenem. A questão do mestiço merece um post, que farei, mas antecipo que ela não justifica a negação das cotas
      3) trapaça estatística? vc acredita no ali kamel? vai ler o alencastro aqui
      4) oposição negros e brancos pobres? balela. o que há é um fosso econômico (negros pobres são mais pobres, por mais que vc não queira reconhecer as estatísticas)
      5) política de cota é universalista, mané, promove a justiça social. é bem simples. porque pode haver cota para deficientes e ninguém chama isso de política identitária?
      6) o movimento negro é um movimento político, assim com o DEM é. fazem intervenções políticas que lhes interessam. Isso não permite esquecer o problema da desigualdade racial.
      7) e não, as cotas não ganharam ainda. O STF pode melar tudo. (aliás nada na vida é realmente garantido, além da glória incontestável do Cruzeiro)

      1. Acho que não é preciso magnolizar o debate. Se eu tomei essa via, me desculpo, mas confesso que fiquei surpreso com o tom condescendente do post. E, relendo o que escrevi, tentei justamente brincar com o fato do debate sempre encrespar, às vezes de forma desnecessária. Agora, há que se convir que o tipo de argumentação que você apresentou é ralo e perigoso: vocês são contrários à nossa posição porque não entendem a questão; como não podem ver a verdade?! Isso é autoritário e é onde vicejam os Tios Reis da vida. Daí meu espanto.
        1. Ninguém faz a futurologia do caos racial. Eu, pelo menos, não me lembro de ter lido isso. Talvez no documento do Ex-PFL para o julgamento no STF, mas o Ex-PFL tem está aí mesmo é para fazer melda.
        3. O Alencastro remeteu às do IBGE que, justamente, o Kamel critica, não só no livro. E sem resposta, aliás. De qualquer forma, não é possível contrapor Alencastro e Kamel sem muitas mediações, já que falam de coisas distintas. By the way, a frase de abertura do discurso do meu colega historiador é tão verdadeira quanto dizer o exato oposto (o Brasil é euro-descendente), sendo que ambas proposições não são excludentes.
        4. Estou aberto a ver estatísticas e discuti-las. Todas as que conheço, inclusive as do IPEA, falam em negros e brancos como grupos populacionais. E, como tal, negros são mais pobres. O que não é o mesmo que dizer que entre a faixa dos mais pobres, o branco tão pobre quanto o negro (por isso está na mesma condição) é mais pobre do que o negro tão pobre quanto ele. Isso é um evidente contra-senso – para não dizer uma impossibilidade lógica. Não sendo possível falar isso aí, o argumento que se monta é o de que também na pobreza existe uma diferença de raça, tomando-se a precaução de apenas se referir a pesquisas com os parâmetros mais gerais, pois com isso se escamoteiam os detalhes incômodos. Portanto, quem divide os pobres em brancos pobres, menos ou não merecedores de ajuda, e negros pobres, merecedores de toda ou de mais ajuda, são os pró-cotas. Se a idéia é a de que os negros são mais pobres que os brancos pobres, mas todos são pobres, então se espera que apenas a divisão deles é que se alcançará a justiça mais equânime. Sua resposta ao Chico deixa isso evidente. E eu ouvi isso da boca de não poucos militantes negros, decepcionados com a cota social sem critério racial.
        5. Não achei que seria preciso dizer, mas deficiência é algo auferível pela medicina, é uma condição física, fisiológica ou outro termo mais adequado. Não é uma categoria social – não do mesmo tipo de raça/cor. De mais a mais, não faz parte historicamente das demandas dos novos grupos sociais ou das minorias, como etnias, raças, grupos nacionais minoritários, imigrantes, mulheres, gays que surgiram nos anos 70. E por política universalista o que se entendeu, até o surgimento da peculiar forma de interpretação cotista, é uma política que atinge a todos os cidadãos ou aqueles de condição social precária – e essas são políticas históricas da esquerda. Salário mínimo, férias, seguridade social, saúde e ensino público, sufrágio universal, melhores salários e condições de trabalho, são políticas universais porque independem de quem você é: todos podem usufruir delas. Não há condicionantes naturais, barreiras intransponíveis do tipo que se o sujeito é algo (e o é para sempre) ele nunca vai poder aproveitar a ação estatal ou a brecha em questão, pois não pode transitar para outra categoria. Além disso, para a esquerda, a universalização sempre foi a ampliação de oportunidades e direitos para os trabalhadores, e não políticas para apenas alguns (por maior número que fosse) destes trabalhadores, divididos por critérios não sócio-econômicos, mas de cultura (entendendo aqui que adscrições de raça/cor são signos culturais). Não se queria tirar uma pessoa de um lugar e colocar outra no lugar. Não dá para sofismar: as políticas universais nasceram ou da luta da esquerda contra o capitalismo ou de concessões, à la Bismarck, no bojo desta luta, visando diminuir o ímpeto por mudanças estruturais em direção a uma nova sociedade. E surgiram da interpretação de que justamente os avanços, as demandas dos trabalhadores, representavam a emancipação humana.
        6. Concordo.
        7. Não acho que o STF vá tornar as cotas inconstitucionais. E acho que o Cruzeiro será campeão mineiro.
        Desculpe pelo tamanho do reply. Não consegui cortar mais a resposta.

      2. cara, desculpe a resposta curta, mas o tempo é cruel. blog é blog, vc bate, mas também apanha. acho isso legal. não leve muito à sério.
        as suas posições são frágeis eu acho. não sou contra política universalista, não sou contra pobre branco (veja, as políticas de cotas aqui no Brasil são sempre em contextos de políticas para pobres, então os brancos são sim atingidos por elas). Agora se só for universalista, vai ficar preto de fora, é simples assim. Vc pode acreditar no kamel (embora seja uma ingenuidade) e duvidar dos dados, mas o problema é seu. nem lembro do resto, mas tem essa história de que o argumento é autoritário. ué, eu acho que quem é contra a cota está errado, e acho que estão muito errados. Não posso? e a história de quem ninguém faz previsão de caos racial? cara, já leu a ivone maggie? muita gente faz, mano. enfim…

      3. Tá na boa. Não centro a questão em haver ou não caos racial, mas quem sabe o que o processo histórico nos reserva? O que é estranho é negar a possibilidade de um aumento de tensão neste campo justamente com o argumento de alguns anti-cotas de que vivemos num país sem o racismo extremado de outros lugares. Ora, se é assim (e eu acho que é, ainda bem), então como argumentar pelas cotas com base na afirmação de que há uma sociedade estruturada na segregação racial?
        Veja, o argumento por este lado contra as cotas é que as cotas onde há segregação violenta não resolvem porque apenas perenizam, nas leis e ações públicas, a divisão racial. A primeira coisa necessária para haver racismo é a crença em reaças nitidamente definidas (o racismo abomina a degeneração representada pela miscigenação). E em todos os grandes casos históricos a segregação se alimentava na sociedade e na lei. Bem sabemos que os processos sociais não estão separados dos processos políticos. Ora, não temos essa segregação na lei há muuuuuito tempo. E não temos a divisão nítida. Bem, se a inserimos na lei, se distribuimos direitos segundo a cor ou raça, um passo na direção da nítida separação é dado. Isso terá impactos sociais, ainda mais quando parte da sociedade, independente de suas intenções, passa a apoiar a divisão (pois é daí que vem a lei, de pressões sociais). O processo social já foi afetado. Não é algo que pairará acima de nós, mas entrará em nossas vidas por novas vias.

  4. O chihuahua anão é adepto dos adjetivos que substituem argumentos, típico dos pró-cotistas: “ricos”, ingênuos, racistas, falas entorpecidas, tolice, cegos etc. A partir da nuvem de impropérios, destila pérolas “antropológicas”.

    Quem não pensa como ele – ou o Alencastro, que acha que toda a história se resume à escravidão e há uma limha uniforme que vai do tumbeiro ao ciberespaço – não vê “criticamente” os processos sociais…

    As oportunidades dos ricos não advêm das vagas “tomadas”, mas da longa trajetória de privilégios, que perpassam o ensino básico, o acesso a bens culturais e, no limite, a capacidade de pagar para estudar.

    O crescimento não acaba com as discrepâncias porque a injustiça do capital preserva as diferenças. Aliás, como ocorre nos EUA, muito mais rico, hegemônico e… com cotas! As diferenças são mantidas pela herança, o ensino básico diferenciado, o acesso a bens culturais, as relações individuais e a formação universitária de qualidade. Mas, para perceber isso, e enfrentar de frente, tem de ser de esquerda mesmo, e não um chihuahua “bonzinho”. E as cotas não mudarão isso, pois os realmente excluídos o são muito antes, na miséria e, mais perto e cruel, no gargalo do ensino médio…

    Qualquer política pública é baseada em previsão. A dele, e outros pró-cotistas, é a de que essas oportunidades vão mudar o perfil social, promover o ascenso dos negros, melhora a auto-estima e diminuir o racismo. Tudo o que não aconteceu nos EUA em 50 anos de cotas, onde a minoria negra enche os subempregos, as filas de desemprego e o racismo é endêmico, a despeito da ínfima e reacionária classe média negra (que faz tudo para se descolar dos “outros” negros).

    Então é bom dizer se o país é dividido ou não, e o quanto, porque, aliás, típico do pensamento cotista, argumentos opostos servem para defender a mesma panacéia… E as tradições são intrínsecas e não construídas historicamente? Má antropologia e péssima história… Não é aí que se encaixa o cartaz tão atacado (aliás, não entendi bem o porquê, estudante pró-cotas crucificado na UNB não pode?)? Ou os estudantes são patológicos e anti-sociais? Não se constrói, ou se difunde, então um racismo? E o racismo, para ser “eficaz”, não deve ser de algum modo “inconsciente”?

    Aqui não vai “rolar” uma pequena elite negra – ora vejam, nova futurologia – porque as vagas são para pobres do ensino público… Mas os ensinos público e privado são heterogêneos e, pior, esse raciocínio condena as escolas públicas ao caos, pois tudo será resolvido nas universidades… Filhos das classes médias já se matriculam nas escolas públicas e fazem cursos de apoio privados e pais “pobres” que investiram na educação dos filhos os verão serem punidos por sua “imprevidência”!

    Já as cotas estabelecem discriminação num grupo restrito, entre o fim do ensino médio e o vestibular, no qual se salientam as injustiças para com os “brancos” pobres… E os tribunais raciais não são tolices localizadas (assim como a declaração da raça “sob as penas da lei”, da UERJ). E os tribunais existem exatamente para conferir a auto-declaração, pela classificação. O preço a se pagar é a classificação de pardos como negros (dentro da ficção ibegeana) pelos bronzeados, narizes, cabelos e, pior, atestado ideológico étnico racial… baratinho, não é?

    E na imaginação antropológica do chihuahua existem critérios objetivos de classificação racial (precisa ler os geneticistas…)! Ele é que é mané e não sabe… E mais – e aqui ele difere dos cotistas em geral – o estigma das cotas seguirá o classificado até a morte!

    Assim, como o pensamento pró-cotas em geral, crê que as classificações étnico-raciais que se estenderão por décadas e gerações, podem ser criadas, desfeitas ou “desligadas” a partir de uma posição neutra, acima do processo-histórico social. E isso sem criar uma cultura dessa discriminação… E nós é que não vemos criticamente os processos sociais…

    Wlamir Silva, comunista, historiador e sem filhos à véspera de prestar vestibular…

    1. cara, vc está comentando o meu texto mesmo? incrível! mas enfim, então é o seguinte: como nada dará certo, e as cotas não vão resolver nada, a gente deixa como está e pronto. muito revolucionário, né? ou resolve o “ensino médio” o “real gargalo”. falou…, enquanto isso, deixemos as discrepâncias como estão. solidário, muito solidário. mas veja aí, o chihuahua é um blog de quarta divisão, com um número de acessos ridículo, nem precisa achar que faz alguma diferença!

  5. Olá, gostei das suas idéias em base a relaçoes sociais. Mas coloco meu pensamento critico em tese, pois sou TOTALMENTE CONTRA o sistema de cotas para negros. Não acho certo que aja tal politica afim de que existam negros de boa condição. O ensino Brasileiro nos dias de hoje é de livre e fácil acesso, em alguns lugares esse “livre e facil acesso” ainda está em desenvolvimento, portanto taxar um negro, como Pobre e coitado é intrigante, mesmo levando em consideração o fato que os negros foram escravisados antigamente na histótia. Além de que dados da UNB revelam que o nivel de inteligencia de alunos negros é igualitário ou maior que o de brancos. O sistema de cotas da Universidade de Brasilia deveria ser para Pobres, independendo da raça ou cultura que o mesmo carregue.
    Obrigado.
    Espero sua resposta.

  6. Acho curioso que até aparecerem essas propostas de ação afirmativa e cotas raciais, ninguém falava em “cotas sociais”. Agora todo mundo é à favor dos pobres…
    Comovente.

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