Antropologia sob ataque 4

Ontem recebi uma mensagem legal da minha amiga Bebel. É sobre o tal de Edward Luz, antropólogo que andou por aí defendendo aquela reportagem estúpida da Veja sobre a “invenção dos índios” (aquela com a citação falsa do EVC). Para um exemplo, veja aqui. A brilhante conclusão do cara é que, como os antropólogos são ligados aos povos indígenas, é melhor deixar que os sociólogos e historiadores façam laudos antropológicos. É uma lógica ofuscante mesmo: já que uns sabem por dever de ofício muito sobre um assunto, é melhor colocar para fazer relatórios sobre esse mesmo assunto outros que saibam menos. Que beleza.

O que eu não sabia, e fiquei sabendo pela mensagem da Bebel, é que o Luz (esse iluminado) é pastor também. Ora se apresenta como pastor, ora como antropólogo. E dirige uma ong cuja função é evangelizar os índios. Vejam aí a mensagem da Bebel.

“O coronel Hiran [outro que andou malhando a antropologia, como custumam fazer alguns militares] só se esqueceu de mencionar que o Edward Luz é diretor da Associação das Missões Transculturais Brasileiras (AMTB), que é uma ONG vinculada à Missão Novas Tribos do Brasil, que nada mais é do que o braço brasileiro de uma enorme ONG internacional a New Tribes Mission. Também atua nas ONGs JOCUM – Jovens com uma Missão e também ATINI – Voz Ativa, veja aqui.
Estes grupos evangélicos são muito espertos. Aproveitam-se da ingenuidade patriótica de muitos militares para alcançar os seus objetivos. Apesar de a revista Veja não citar, parece-me que os autores da matéria sobre a antropologia beberam desta fonte.
Qualquer leitor mais atencioso nota que as informações a respeito da extensão das terras indígenas não batem”

(imagem do filme “brincando nos campos do senhor”, do Babenco, que trata maravilhosamente desse assunto)

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6 comentários em “Antropologia sob ataque 4

  1. É sempre bom lembrar que a ATINI é uma das principais responsáveis pela campanha em prol do Projeto de Lei 1057/07, de autoria do Dep. Henrique Afonso (PT/AC), e que tem como principal objetivo a criminalização de grupos indígenas e a regularização da retirada de crianças indígenas de suas comunidades (algo que a ATINI já faz, de modo ilegal, e alguns casos podem ser configurados, inclusive, como sequestro, argumentação que já utilizei em alguns documentos). Essa organização produziu um filme horroroso, chamado ‘Hakani e o caminho pra o inferno’, divulgado como um fato real, mas que não passa de uma encenação de muito mal gosto. E ainda tem esse site: http://www.apadrinhamento.atini.org/ Vejam e tirem as suas próprias conclusões…

  2. Prezado blogueiro Chihuahua Anão,

    como gosto da democracia brasileira e prezo também pelo direito de resposta, espero que Vossa Senhoria tenha a nobreza de postar meu comentário na íntegra, ou pelo menos o que aqui couber no espaço para os comentários. Faço questão de postar quantos comentários forem necessários para expor meus argumentos e auxiliar assim a promover este debate que se incumbe de aprimorar este importante instrumento que são as demarcações de Terras Indígenas, que tanto zelo e que tanto amo.

    Segue abaixo o texto completo que escrevi dias após ler a reportagem da revista Veja, mas que não tive condições de publicar na própria revista por conta do exíguo espaço que concedem a cada leitor.

    Sinceramente, conto com sua colaboração para continuarmos este debate num nível acadêmico e científico. Edward Luz.

    PARECER ANTROPOLÓGICO SOBRE ANTROPÓLOGOS E
    AS DEMARCAÇÕES DE TERRAS INDÍGENAS

    Um fato histórico que não posso ignorar é que no Brasil alguns antropólogos lamentavelmente vêm colocando sua credibilidade científica e antropológica à serviço de mobilizações sociais, estas sim oportunistas, vêm junto com ambientalistas delirando ao querer ver a Amazônia inteira ou como reserva ou ambiental ou indígena. Alguns destes antropólogos estão de tal forma subservientes aos movimentos sociais, a ponto de comprometer a correta faculdade de juízo imparcial e assim de emitir pareceres confiáveis em demarcações de terras indígenas e quilombolas. Sou testemunha disso. Atuei em três GT´s que originalmente dariam origem a oito processos de demarcação de terras indígenas, mas nas últimas cinco destas Terras, sofri pressões da FUNAI e de ONGs nacionais e fortíssimas ONGs internacionais para legitimar demandas onde era flagrante o exagero das pretensões territoriais. Como fiz relatórios criteriosos e imparciais que eram contrários, aos desejos desta minoria da população de Barcelos, a FUNAI desconsiderou meu parecer e buscou outro antropólogo que estivesse interessado em receber para escrever o que eles gostariam de ler.
    Por conta de um compromisso histórico da Antropologia brasileira com os povos indígenas do Brasil, (motivo absolutamente louvável, digno e nobre), de uma agenda ideológica ambientalista (motivo de validade questionável e questionado no debate acadêmico e científico), e sobretudo, por conta de uma situação desfavorável de submissão financeira (motivo absolutamente condenável quando se trata destes importantes laudos periciais) para com quem encomenda e paga estes tipos estudos, ou seja, ONGs e agencias de cooperação internacional do Hemisfério norte, sou levado a concluir que, alguns antropólogos quando na responsabilidade do cargo de Coordenadores de GTs de Identificação, tornaram-se ou cúmplices coniventes com grupos sociais de natureza duvidosa, ou inocentes úteis ou soldados leais da agenda ambientalista internacional, ou em último caso, reféns sempre subservientes aos interesses das agências financiadoras do crescente processo de demanda por estudos de identificação e delimitação, o que compromete a credibilidade destes profissionais e profundamente sua capacidade de emitir laudos, pareceres ou relatórios honestos, imparciais e científicos nos processos de demarcações de terras indígenas e quilombolas.
    Este é o principal motivo pelo qual eu venho agora engrossar o coro junto com grandes expoentes da Antropologia brasileira e com muitos indígenas do Nordeste, vemos já há alguns anos sustentando a tese de que os antropólogos não devem e não precisam ser os únicos profissionais a participar ativamente dos estudos de identificação e delimitação e sobretudo não podem deter o monopólio final da palavra legítima e científica sobre este novo fenômeno de verdadeira explosão de demandas políticas, sociais e ideológicas por novas terras indígenas e quilombolas. Todos cremos que estes neo-indígenas, ressurgidos, resistentes ou seja lá qual for a autodenominação adotada, conhecem muito bem os seus inúmeros direitos constitucionais pétreos, e já estão preparados para defender seus interesses sozinhos. Muitos são profissionais liberais, advogados, historiadores ou professores absolutamente conscientes de seus direitos e deveres.
    O Poder Executivo brasileiro é perfeitamente capaz de promover estudos mais aprofundados e com maior lastro de credibilidade e deve fazer isto enriquecendo o debate trazendo também o parecer de outros pesquisadores provenientes das ciências humanas e sociais, que ainda mantém em mais alta conta seu compromisso com os pressupostos que norteiam todas as ciências sociais. Há certamente outras categorias de pesquisadores capazes de realizar estudos socioeconômicos, socioambientais, e sociohistóricos complementares de forma bem mais imparcial e portanto, digna de maior credibilidade, do que vêm repetidamente fazendo alguns poucos antropólogos até o momento.
    A reportagem especial “A Farra da Antropologia Oportunista” da revista Veja (ed. 2163), revelou e bem documentou apenas seis casos de desmandos, exageros ou fraudes às quais subscreveram e legitimaram alguns antropólogos. Isto é apenas a ponta de um enorme iceberg, com o perdão pela comparação minimalista, com o que eu mesmo vi, li, ouvi e testemunhei ao longo de breve sete anos de trabalho na área. Por enquanto, eu que até então vinha pesquisando sozinho e sem qualquer financiamento estes casos reveladores, só sou capaz de denunciar, contestar e comprovar tais abusos em outros 15 casos, absolutamente reveladores desta onda de irresponsabilidade, de falta de compromisso e de frouxidão que ganha força pelo Brasil afora.
    Veja quão é a responsabilidade que se cobra destes profissionais ao demandar deles que atenham-se a critérios científicos tais como: capacidade de relativização de suas possíveis crenças e orientações político-ideológicas em prol de uma maior objetividade na descrição dos fatos observados, condições de verificabilidade da pesquisa realizada e das conclusões apresentadas, ou seja, uma exposição dos fatos de tal, que esta possa ser averiguada, testada e atestada por qualquer outro pesquisador que parta das mesmas premissas e adote os mesmos procedimentos, imparcialidade na redação, não-contradição de premissas e paradigmas e sobretudo a não targiverssação na exposição dos resultados e conclusões que embasam estes laudos e pareceres tão cruciais para a tomada de decisão do Chefe do Executivo do Estado brasileiro.
    É fato evidente e historicamente comprovado que um antropólogo e um ambientalista apenas, não podem e de fato não conseguem abarcar nem compreender todas as faces da moeda, todas as demandas sociais, todos os vetores e todos os aspectos que se misturam e amalgamam numa imensa malha complexa de motivos e razões que um GT com apenas dois profissionais jamais darão conta de checar, avaliar e abarcar em toda a complexidade que uma decisão democrática como esta deve ser. Optar por sempre defender os indígenas e sempre atender-lhes as demandas como é a opção histórica e tradicional de um determinado grupo de antropólogos, já não parece mais uma opção confiável. Um número crescente de evidências já avolumadas revelam inúmeros abusos, irregularidades e até mesmo crimes que são cometidos por oportunistas que dizem-se indígenas para acobertar-se por trás dos fortes e pesados direitos constitucionais garantidos a estes povos.
    Por conta da complexidade dos contextos socioeconômicos que envolvem os estudos necessários para a demarcação de uma Terra Indígena, me parece bem ponderado e bem acertado que o maior número de cientistas possíveis, sejam eles lingüistas, sociólogos, historiadores, economistas e geógrafos sejam outros pesquisadores e cientistas que podem e devam contribuir para aprimorar esta tão complexa e multidisciplinar tarefa de estudar fenômenos tão complexos e controversos como este da crescente onda de etnogênese e etnoressurreição, cuja crescente avalanche de demandas por mais terras e por terras cada vez maiores, impacta positiva ou negativamente a todos, direta ou indiretamente envolvidos no processo.
    Como os impactos positivos e negativos de uma terra indígena não é sentido somente no tecido social local, atingindo também a economia brasileira, sua capacidade de autonomia e desenvolvimento nas mais diversas esferas econômicas legítimas que um país pode desejar, a sociedade brasileira precisa se prevenir de possíveis abusos de grupos sociais nacionais, bem como dos nefastos ou escusos interesses internacionais. Por tudo isto a sociedade brasileira deve aprender a exercer sua democracia e defender seus princípios e seus interesses em todos os níveis, estando já plenamente capaz de assim proceder. Assim sendo a demanda por uma Terra Indígena não pode transcorrer por meio de um rito sumário do executivo, devendo antes passar por todos os fóruns democráticos previstos para a completa e democrática avaliação de todos os seus impactos. Portanto, uma vez acolhidas pelo poder Executivo Federal que iniciará o processo, tais demandas devem tramitar e ser encaminhadas a todos os fóruns apropriados e legais em uma democracia consolidada.
    Não sou parlamentar, mas sou cidadão brasileiro e pelo que entendo do funcionamento de nossa democracia, no âmbito do poder legislativo isto deve implicar na tramitação transparente e democrática em todas as suas instâncias do Legislativo, que deve iniciar-se lá nas menores, mas tão importantes Câmaras Municipais, passando se necessário pelas Assembléias Estaduais até que por fim, se não dirimidas todas as dúvidas e resolvidas todas as pendências e aí então devem tais desembocar no Congresso Nacional.
    Não sou jurista, mas nem por isso me isento do meu direito, nem me furto do dever de cidadão que quer contribuir com o seu parecer técnico, para o aprimoramento deste instrumento tão nobre e tão necessário que são as Demarcações de Terras Indígenas. Tal instrumento previsto na constituição e regulamentado por legislação infra-constitucional deve servir para salvaguardar direitos constitucionais de nossos indígenas, não com guarda-chuva legislativo para amparar diversos delitos, delírios ideológicos e escusos interesses internacionais, todos cometidos sobre a nobre causa indígena e ambiental, que no Brasil apesar da enorme repercussão e da importância que detêm tal causa, ainda são temas cuja palavra final repousa sobre duas categorias de profissionais ideológica e umbilicalmente irmanados entre si.
    Como não permaneço umbilicalmente vinculado com nada a não ser as premissas, os paradigmas e os princípios constitucionais que orientam nossa democracia, nossa ciência e nossa nação, me pergunto se este mesmo princípio da proporcionalidade de atuação do poder judiciário, não deve também aqui vigorar. Creio eu que sim. Aliás, creio que não só deve ser garantido o princípio da progressão das instâncias do judiciário enquanto instrumento de solução de desavenças jurídicas, com também deve-se garantir sua efetiva e isenta participação em todas os âmbitos e todos os momentos do processo de demarcação das Terras Indígenas, uma vez que até o momento o poder Judiciário não participa senão quando provocado, e isto só acontece poucas vezes, quando as demais instâncias e os demais procedimentos demarcatórios geralmente já foram finalizados ou quando o direito de defesa das outras esferas da sociedade já prescreveu. Não pode ser assim.
    É por amar e zelar pela nossa Constituição Federal, por amar o nosso país, por amar e devotar minha vida e meu tempo aos indígenas deste país, por ter optado ainda aos 15 anos de idade em enveredar pelas maravilhas da antropologia, por admirar e querer seguir o mesmo exemplo honesto e nobre de cientistas sociais e antropólogos como Florestan Fernandes, Gilberto Freyre, Eduardo Galvão e Darcy Ribeiro dentre outros, por zelar e cuidar do futuro da antropologia neste país, é que eu faço os seguintes apelos:
    1) peço primeiramente aos indígenas que compreendam que esta minha iniciativa não é contra vocês, mas contra aqueles que querem fazer e fazem mal uso, ou abusos dos direitos que vos são garantidos, e que agora querem invocar para se protegerem e obterem benefícios próprios os mais diversos possíveis.
    2) apelo aos meus colegas antropólogos e meus respeitosos professores que levem a sério a análise deste tema, e promovam um sério e aprofundado debate que avalie os critérios e a validade de nossa participação como coordenadores de Grupos de Trabalho dos estudos de Identificação e Delimitação.
    3) apelo aos nossos legisladores municipais, estaduais e federais, para que no perfeito e legal exercício dos poderes democráticos que lhes foi atribuído, empenhem-se com vigor redobrado no contínuo aprimoramento deste importante instrumento que são as Demarcações de Terras indígenas. Estas devem ser conduzidas sim por pesquisadores e profissionais das mais diversas áreas, sempre comprometidos com a verdade e com o mais alto padrão científico e acadêmico, mas devem também, além de sancionadas pelo Presidente de nossa República, sim devem também ser aclamadas, aplaudidas e legitimadas por Vossas Excelências únicos e verdadeiros representantes do povo brasileiro. As Câmaras e assembléias legislativas deste país são nossos únicos e mais apropriados fóruns democráticos para a defesa dos indígenas, a defesa da Constituição e seu constante aprimoramento bem como os debates destas e de outras questões tão importantes que concernem e diz respeito a todos nós.

    Este é o meu sincero e honesto parecer. Estes são os humildes apelos que faço a todos os envolvidos.

    Edward M. Luz. Antropólogo Consultor.
    (Sócio Efetivo da ABA. Doutorando do CEPPAC/UnB)

  3. Esse é o texto inteiro do Luz. Continua a afirmar que os laudos devem ser feitos por não antropólogos, já que esses são suspeitos de subservientes aos grupos sociais ou ambientais. Que beleza. Sobre o seu papel como ongueiro religioso nada se fala. Engraçado as ongs ambientais e os grupos sociais viram os vilões (antropólogos apenas capachos), mas das ongs religiosas evangelizadoras, nada se fala (da tal de ATINI, então, não vai falar mesmo). E os índios ressurgidos devem se virar por conta própria, pois são, bem, ressurgidos. O cara faz o serviço completo: instila o medo da ocupação da amazônia, desvaloriza os grupos sociais, questiona a comunidade antropológica brasileira, desdenha os índios ressurgidos e propõe uma suspeição eterna em qualquer laudo assinado por um antropólogo.

    1. DEPOIS QUE LI ESSA NOTICIA DO ANTOPOLOGO Edward Luz , ME SENTI DESPIDO COMO HOMEM E COMO CIDADAO BRASILEIRO, QUE PAGO MEUS IMPOSTOS, PELA FALTA DE RESPEITO COM A COISA PUBLICA E, O GOVERNO FEDERAL, DEIXA QUE AS COISAS ACONTEÇAM SEM COMI SSO, TOMAR UMA ATITUDE QUE VENHA A COIBIR ESSA AGRESSIVIDADE COM AS NOSSAS TERRAS. PARABENS GRANDE ANTROPOLOGO PELA DENUNCIA. HOJE, TEM UM CACIQUE DA ETNIA MUNDURUKU, DO MUNICIPIO DE MANICORE NO ESTADO DO AMAZONAS, COM APOIO DE 58 SENADORES DA REPUBLICA E 60 DEPUTADOS FEDERAIS, E VARIAS LIDERANÇAS INDIGENAS, PARA ASSUMIR A PRESIDENCIA DA FUNAI, ESSE DOCUMENTO JA ESTA NAS MAOS DA PRESIDENTE DILMA, DA MINISTRA DA CASA CIVIL E DO MINISTERIO DA JUSTIÇA, PARA QUE VENHA A FAZER A INDICAÇÃO E NOMEAR O CACIQUE. UMA VEZ A PRESIDENTA DILMA FALOU QUE INDIOS E PARA SER CUIDADO POR INDIO, SOMENTE UM CACIQUE CONSEGUE EVITAR BRIGA ENTRE BRANCOS E INDIOS E VICE VERSA.
      PAULO ORTYZ
      phortyz@ig.com.br
      (61) 9997-1164

  4. Sabem o que é mais engraçado? Eu realmente cheguei a duvidar que alguém que tivesse estudado antropologia no Brasil pudesse escrever algo assim. Cheguei a enviar um email para o Edward para confirmar porque me custava acreditar que tal sandisse saísse da cabeça de um antropólogo, pastor ou não. Eu esperava que algum milico amalucado, desses generais de pijama que esperam ainda pela invasão dos comunistas, tivesse manipulado as palavras do Edward. Mas sua atitude não é e todo irracional. Examinemos o contexto político atual: Acabei de saber que o projeto da mineração em áreas indígenas está na “boca o forno” no congresso, pronto pra sair “do jeito que o diabo gosta”. Não sou ingênua de achar que mensagens como a do Pastor/Antropólogo/Ultra Nacionalista Edward sejam por acaso justamente nesta época, assim como a reportagem a Veja. Os índios resistem há 500 anos às tentativas de extermínio que igrejas e o próprio Estado infligem contra eles. Vão sobreviver ao Edward também, mesmo que alguns caiam sob a influencia a JOCUM e cia.

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