A copa e a migração II

Zinedine Zidane, filho de argelinos  (kabila), esteve presente ao jogo entre Argelia e Eslovênia.

Mesmo filho de Argelinos, nunca jogou na seleção Argelina. Entrentanto, dos 14 argelinos que entraram em campo hoje contra eslovênia, 11 são nascidos em França e naturalizados Argelinos (todos filhos de argelinos como Zidane).

As assimetrias parecem estruturais à relação entre os dois países: ex-colônia francesa (processo tulmultuado que só terminou em 1962, alimentado por uma minoria francesa – pieds noirs – semelhante em espírito aos brancos da Africa do Sul) recebeu uma imensa imigração argelina. Em França, essa população é imensamente discriminada. O que não impediu o país de adotar Zidane como ídolo máximo da seleção francesa.

No que tange ao futebol, as assimetrias permanecem: quando o jogador de origem argelina (ou outra nacionalidade, como veremos) é bom mesmo, a força centrípeta da seleção francesa se faz sentir, ela engloba as minorias e traz para si os jogadores.

Resta à Argelia os franceses-argelinos que nunca teriam vez na seleção francesa, como é o caso de quase todos nessa seleção atual.

A assimitria permece, nesse caso, drenando o melhor da Argélia para a seleção francesa…

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Um comentário em “A copa e a migração II

  1. No caso brasileiro, temos uma outra assimetria. Os de primeira classe (ou não, depende do técnico) jogam – ou aguardam sua chance – pela seleção brasileira. Os de segunda classe (afora o Deco, claro), se naturalizam pelo país em que estão jogando e integram uma seleção estrangeira.

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