A copa e a migração III

A questão do direito à nacionalidade é fundamental à regulação dos Estados-nação, como se sabe. E por conta dessa autonomia, podemos identificar “nacionalizações” que desagradam à FIFA.

Sabemos que a entidade pretende combater à “nacionalização ad hoc” de jogadores para seleções com as quais não possuem vínculos.

O problema é justamente esse: quem define o que são os vínculos são os Estados, e eles definem esse negócio do jeito que querem (em geral para evitar o direito à nacionalização, mas às vezes também para facilitar).

Será que a Fifa, que como entidade é mais antiga que muito dos estados que hoje têm seleções filiadas, vai inventar uma cidadania particular? tipo um passaporte FIFA, que ignora a política dos estados? Seria engraçado, não? A Alemanha decide que o tal brasileiro é alemão mas a FIFA não aceita, usando critérios de cidadania que seriam anacrônicos à atualidade da circulação das pessoas.

Quem tem poder para dizer quem é o que no futebol ainda são os Estados, mas será que esse poder continuará a existir?

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